sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Lápis de cor 1 x 0 Ana Luisa

Não quero começar as frases com não.
Mas é mais difícil para mim do que parece.
O contexto no qual escrevo é um tanto quanto peculiar.
Para mim não, mas para todo o resto do mundo.
Uma mistura bastante intensa de pensamentos e sentimentos
que me levam àquela beira da loucura.
Sei que tudo o que estou vivendo..

 Mentira, não sei nada.

Nem sei se deveria saber, nem mesmo sei se quero saber.

Não quero pensar.Como vou conseguir isso?
É tanta vontade de estar ausente, que me perco na falta de opções.
Do que estou precisando?
É disso que estou falando.
Preciso de vazio, de não ser, não estar, não nada.
Não é apenas aquela ingênua vontade de sumir.
Vai além disso.Tão além que nem eu compreendo.
Não quero existir.
Gente, que horror.
Que drama.
Que  chata..

O quanto estou magoada com o que foi dito  a meu respeito?
Provavelmente muito menos do que a mágoa por eu ser exatamente oq foi dito.
Se eu não gostar de mim, quem vai gostar?
Até conseguimos encontrar.
Mas ninguém me suporta muito tempo.

É desesperador assistir a esse filme, sempre com o mesmo final
Como se não houvesse alternativa.
Porque é sempre do mesmo jeito.

Minha vida se tornou um filme e ele se repete continuamente.
Não quero mais brincar desse.